Em resumo, um checklist de account based marketing começa por: definir o ICP e selecionar contas-alvo, organizar dados dessas contas, alinhar critério e SLA com vendas, mapear os decisores, definir a mensagem por conta, escolher canais coordenados e medir por avanço das contas, e não por volume de leads. Ou seja, ABM é foco, e não escala.
ABM, afinal, assusta times enxutos porque parece exigir estrutura e orçamento de empresa grande. Na prática, no entanto, o que trava não é a falta de ferramenta, e sim começar sem critério e tentar personalizar contas demais ao mesmo tempo. Portanto, este checklist organiza o começo em etapas aplicáveis. Dessa forma, você roda um ABM enxuto com foco em poucas contas certas e prova valor antes de escalar.
O que dizem os dados do mercado brasileiro
No Brasil, 51% das empresas ainda não usam um CRM para gerir o time de vendas, e apenas 34% afirmam ter um processo comercial previsível, escalável e sustentável, segundo o Panorama de Vendas da RD Station. Entre empresas de software, cloud, startups e TI, a adoção de CRM sobe para 80%. Mais de 70% não bateram a meta de vendas no ano. O gargalo raramente é a ferramenta, e sim o processo que ela precisa sustentar.
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Quero meu mapa do funilAntes de começar: entenda o que ABM resolve
Basicamente, account based marketing inverte o funil tradicional. Ou seja, em vez de atrair muitos leads e filtrar, você seleciona as contas que valem a pena e concentra esforço nelas. Além disso, faz sentido quando o ticket é alto, o ciclo é longo e há poucos decisores por conta, cenário comum em SaaS B2B. No entanto, se você precisa de volume barato, ABM não é o caminho.
O checklist de ABM em oito etapas
- Primeiro, defina o ICP com precisão: setor, porte, estágio e dor. Afinal, sem ICP claro, a seleção de contas vira palpite.
- Depois, selecione as contas-alvo: comece com poucas, 20 a 50, priorizando fit e potencial de receita.
- Em seguida, organize os dados das contas: decisores, contexto e sinais de intenção. Aliás, dados dispersos inviabilizam personalização.
- Então, alinhe critério e SLA com vendas: quem faz o quê, quando uma conta avança e como as áreas atuam juntas.
- Depois, mapeie o comitê de compra: identifique os decisores e influenciadores de cada conta, e não apenas um contato.
- Em seguida, defina a mensagem por conta ou cluster: conecte a dor específica da conta à solução, sem discurso genérico.
- Também, escolha canais coordenados: conteúdo, e-mail, mídia e vendas atuando de forma alinhada sobre as mesmas contas.
- Por fim, meça por avanço das contas: engajamento e progressão no funil, e não número de leads gerados.
Erro comum: escalar antes de provar
O maior tropeço, contudo, é começar com contas demais. Por exemplo, um time enxuto que tenta personalizar 200 contas não personaliza nenhuma bem. Por isso, comece com um grupo pequeno, prove o modelo, ajuste e só então amplie. Em suma, ABM recompensa profundidade, e não amplitude.
Como saber se está funcionando
Em geral, os sinais de ABM saudável são engajamento crescente das contas-alvo, mais decisores envolvidos por conta e avanço no funil com vendas. No entanto, se você está medindo por volume de leads, está usando a métrica errada. Portanto, ABM se prova pela progressão das contas certas e pela qualidade das conversas com vendas. Aliás, isso ajuda a evitar os erros comuns em funil de vendas B2B e amplia os benefícios de growth marketing B2B.
Case real: a Tron, SaaS contábil
ABM é sobre atrair e trabalhar as contas certas. A Tron, cliente da Carratu Digital, focou o conteúdo e o SEO no seu perfil de cliente ideal (escritórios e departamentos contábeis) e viu o efeito da qualificação em 12 meses:
- Leads qualificados (MQLs): crescimento de 160% em 12 meses.
- Tráfego orgânico: aumento de 125% em 12 meses.
- Conversão de visitante em lead: de 2,1% para 5,9%.
- Volume mensal de leads: de 400 para 1.100 por mês.
- Custo por lead: redução de 35% em 12 meses.
- Posicionamento no Google: mais de 80 palavras-chave no top 10, em temas como sistemas contábeis, gestão, CRM e integração de ferramentas.
A conversão de visitante em lead saltou de 2,1% para 5,9% justamente porque o público passou a ter mais aderência ao ICP. Esse é o coração do ABM: menos volume genérico, mais contas certas.
FAQ sobre account based marketing
Por onde começar um account based marketing?
Pela definição precisa do ICP e, depois, pela seleção de poucas contas-alvo com bom fit e potencial de receita, antes de pensar em ferramentas.
ABM funciona para times pequenos?
Sim, desde que comece enxuto, com poucas contas e foco em profundidade. Portanto, não tente escalar antes de provar o modelo.
Quantas contas incluir no início?
Comece com 20 a 50 contas priorizadas por fit e potencial. Assim, você consegue personalizar de verdade.
ABM precisa de ferramenta específica?
Ajuda, mas o essencial é dados organizados, ICP claro e alinhamento com vendas. Ou seja, dá para começar com o stack que você já tem.
Como medir ABM?
Por engajamento e avanço das contas-alvo no funil e, ainda, por quantidade de decisores envolvidos, e não por volume de leads.
Qual a diferença entre ABM e inbound?
O inbound atrai muitos leads e filtra. Já o ABM seleciona contas de alto valor e concentra esforço coordenado nelas.
Próximo passo
Portanto, selecione suas primeiras contas-alvo e alinhe o critério com vendas antes de qualquer campanha. Além disso, para um framework completo de ABM enxuto, baixe nosso material rico e assine a newsletter em www.carratu.com.br.